(Se não me engano,) o primeiro dilema da minha vida pensante:
a separação entre
o que alguém gosta,
o que alguém não gosta,
o que é bom e
o que é ruim.
Se digo que o que eu não gosto é ruim, carrego no fundo dessa proposição a ideia de que quem gosta dessa coisa que eu não gosto tem gosto ruim, uma vez que "gosta de algo ruim". Classifico positivamente o que é de "bom" gosto e negativamente o que é de "mau" gosto (meio redundante, mas nem tanto).
Portanto, quando não gosto de algo, afim de respeitar meu próximo e minha próxima, seria mais saudável dizer que "não gosto", e não dizer que "é ruim". Desta forma, coloco meu gosto em seu lugar - é só meu -, e não classifico gosto de ninguém, porque gosto de ninguém é da minha conta, cada um gosta do que gosta.
"Bom" e "ruim" são conceitos extremamente relativos, têm cunho pessoal, são classificações pessoais, porém, usadas sem muito controle por todos nós (quantas coisas "boas" e "ruins" questionamos se são isso mesmo?)
re-reflexão do dia.
26/05/2014
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